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  • fmeyer 7:09 pm on April 6, 2009 Permalink | Reply
    Tags: busca, globo.com, mapreduce, pesquisa, , wikipedia,   

    Antes de iniciar minha próxima leva de posts, vamos definir um pouco o conceito de content meaning e web semantic, várias interpretações do que esse tópico aborda ja encontra-se espalhando na internet como a Web 3.0 esse povo ama neologismos.

    A Web Semântica é uma Web composta de Dados. Existe uma grande quantidade de dados que usados diariamente e que não são parte da Web. Eu, por exemplo, posso ver minhas movimentações financeiras na Web, minhas fotografias, e meus compromissos em uma agenda. Mas posso ver minhas fotos dentro do calendário pra saber o que eu estava fazendo quando tirei elas? Posso ver minhas movimentações financeiras no mesmo calendário? Porque não? Porque nós não temos uma Web de Dados. Os dados são, na verdade, controlados pelas diferentes aplicações, e cada uma guarda os dados para si mesma. A proposta da Web Semântica é estender os princípios da Web dos documentos para os Dados. Os Dados poderem ser acessados usando a arquitetura Web; Dados poderem estar relacionados uns com os outros da mesma forma que os documentos já são. Isso também significa criar uma plataforma comum que permita que os Dados sejam compartilhados e reutilizados através das fronteiras das aplicações, empresas e comunidades, podendo ser processados automaticamente tanto por ferramentas quanto manualmente, incluso revelando novos relacionamentos possíveis entre porções de Dados. [http://www.w3.org/2001/sw/SW-FAQ]

    Depois de quase um ano fazendo download de dumps da wikipedia, processando toneladas de termos, guardando grafos que mal cabiam no meu HD antigo, cheguei a um mini-produto muito interessante, na verdade, tentei criar um dicionário de termos relacionados em português [o famoso thesauros]. Depois de quase 6 meses me matando com a incapacidade de linkar as coisas com a qual os tradutores brasileiros são amaldiçoados, depois de várias provas de conceito que falharam, cheguei a um grafo de 2 Gb rodando no couchDB que me dava resultados interessantes. Restringindo o domínio de retorno da função consegui uma noite relacionar a [ Xuxa [ Globo : 4, Sasha : 2, Crianças : 8, Apresentador : 3] ] como um grafo que relaciona os termos próximos ou que tinham alguma relação de significado com aquilo. A idéia do thesauros foi por água a baixo, mas consegui um extrator de entidades e tanto para a Wikipédia =) [uma hora eu libero essa base]

    Movimentos na empresa que trabalho sugeriam a criação de um time que fosse pesquisar e implementar os conceitos da web semântica em um dos maiores portais de conteúdo da internet brasileira. Uma oportunidade dessas não passaria desapercebida por mim, e agradecendo a confiança da globo.com fui designado para esse time. O qual posso afirmar com certeza ser um dos melhores times da empresa. E com prazer citarei algumas coisas muito interessantes nos próximos posts que farei sobre esse assunto.

    ps: como vocês podem ver já temos ate um logo :P

     
    • Thiago Dini 7:40 am on April 16, 2009 Permalink | Reply

      Muito bom o Blog, legal da parte de vocês dar uma boa importância a semântica, pois ela é essencial para ajudar na hora de uma pessoa ler, seja ela deficiente ou para nós próprios lermos o código com mais facilidade!

      Abraços!

    • Romulo Freitas 11:42 am on April 17, 2009 Permalink | Reply

      Legal. No proprio wordpress dá pra notar a importancia disso: a ferramenta que indica posts relacionados no final do post (a qual voce tambem usa). Em alguns blogs com muito conteúdo é bem legal reparar na produtividade realista da ferramenta. Só nao ganha da realidade do google que sabe até que “atriz gorda” relaciona-se com preta gil e que “gay” relaciona-se com gremio. hehehe

  • fmeyer 7:07 pm on April 6, 2009 Permalink | Reply
    Tags: agile, globo.com, lean, scrum   

    Como varias pessoas próximas a mim ja sabem eu deixei a RedHat em abril deste ano por motivos pessoais, o trabalho remoto mesmo tendo suas vantagens não conseguiu despertar em mim a mesma proatividade e cumplicidade que eu teria trabalhando com pessoas reais durante o dia-a-dia. Trabalhar em uma empresa em que eu pudesse estar fisicamente locado com um time e desenvolvendo um software incremental foram os motivos que me levaram a globo.com.

    Dentro da gcom trabalhamos usando a metodologia Scrum, temos varios casos de sucesso e uma boa reputaçao no mercado brasileiro com a adoção desta metodologia. Mas o sucesso dos projetos não vem apenas do uso de uma metodologia agil, pessoas com otimas noções de negócio e tecnologia fazem o barco andar de forma gloriosa. Tive a sorte de participar logo no primeiro contato na empresa com profissionais que valorizam a qualidade de seu código, alem de entregar algo rápido e funcional também olham para o como fazer melhor, refatorar um algoritmo que não ficou bom em uma primeira abordagem, ou seja fazemos software.

    Sempre brinco pelos corredores, que hoje em dia que as empresas se preocupam mais em vender a imagem que fazem o negocio de uma forma diferente das demais e deixam totalmente de lado as boas praticas de desenvolvimento que foram esculpidas durante anos de tentativas, erros e evoluções. Nasce ai o Scrume, a desculpa de usar a metodologia e/ou a abordagem agile com pessoas que não levam à paixão seu trabalho. Conversas que tive com o Philip calçado e artigos como “The Decline and Fall of Agile” veem apenas confirmar esta visão, anos de evolução sendo deixadas de lado por modismos.

    Se você pensar de uma maneira racional, software vem sendo desenvolvido ao longo dos anos possibilitando avanços significativos em vários campos como biologia, astronomia e finanças para não me alongar, a não adoção do “scrum” não fez projetos como linux ou colocar o homem na lua com um tubo de 8088 por exemplo ser fadado ao fracasso. Ocorreram erros, acertos e em alguns momentos pessoas precisaram se sobrepor para trazer o bom senso a tona.

    Concordo plenamente que a adoção do scrum por exemplo, aumenta a visibilidade dos problemas que ocorrem no desenvolvimento de features por termos um feedback rápido do cliente ou da organização, mas não é tendo apenas essa abordagem que fara seu projeto ser bem sucedido.

    Os projetos hoje que dão certo, estão envoltos em uma gama de outros fatores que equilibram essa equação. Fica meu conselho, não é trazendo um evangelista e adotanto Scrum para sua empresa que fará seus projetos darem certo, mas se e somente se as pessoas envolvidas acreditarem no que estão fazendo.

    Ps, Resolvi começar a postar em português neste blog, que me desculpem os gringos.

     
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